hard disk (HD) e seus componentes

20/09/2011 at 9:12 pm Leave a comment

1   –     Descrição dos Componentes

 

PLACA MOTHERBOARD

 

A placa motherboard ou placa mãe, dependendo do modelo do kit adquirido, pode ter os seguintes processadores:

 

486 DX2 66 Mhz, DX4 75, 100 Mhz

PENTIUM 60, 66, 75, 90, 100, 120, 133, 150, 166, 200 Mhz

(existem modelos Pentium 166 ou maior com tecnologia MMX)

Os microcomputadores diferenciam-se principalmente pelo processador instalado na motherboard e pelo padrão do barramento de expansão: ISA, EISA, MCA (proprietária IBM), VESA (LOCAL BUS) e PCI em ordem crescente de performance.

Como atualmente tem-se o lançamento de um novo processador com novas tecnologias para acelerar o processamento (duplo cache interno, maior velocidade de clock, etc) quase que anualmente, muitas motherboards permitem o upgrade (atualização do processador sem a troca de qualquer outro componente do microcomputador. A grande maioria tem jumpers de configuração onde podemos modificar a velocidade do clock, tipo de processador, etc.

 

Padrões de barramento das motherboards

 

Padrão ISA

 

Os dados são transmitidos em 8 ou 16 bits dependendo do tipo de placa adaptadora que está sendo utilizada. Normalmente este barramento opera a 8 Mhz e apesar de ser o mais utilizado padrão de barramento de expansão, suas origens remontam o PC XT com processador 8086/8 e atualmente é uma limitação dos mais recentes programas, especialmente em multimídia, servidores de rede, CAD/CAM, daí a necessidade do desenvolvimento de novos projetos de barramento.

 

 

Padrão EISA e MCA Bus

 

Os slots são de 32 bits. No caso do EISA, que é uma modificação do ISA, podemos também conectar placas padrão ISA pois a filosofia do EISA é justamente manter a compatibilidade e preservar investimentos em placas já feitos. O MCA desenvolvido pela IBM e de pouca aceitação no mercado apenas aceita placas do mesmo padrão.

Devido ao maior custo das motherboards geralmente são utilizados em servidores de rede e em situações onde necessita-se uma alta taxa de transferência dos dados. As configurações são feitas via software e tem muitas vantagens técnicas com relação ao padrão ISA.

 

Padrão VESA Local Bus

 

Atualmente esta versão 1.0. O barramento VESA Local Bus é uma extensão física do barramento ISA podendo aceitar placas adaptadoras de 8 ou 16 bits ISA. Desenvolvido principalmente para os processadores 486, não permitem mais que 3 slots VL-BUS nas motherboards, ou seja, o micro somente poderá ter no máximo 3 placas Local Bus em seu microcomputador.

Além disso, existe uma limitação quanto ao clock da motherboard. Sem a utilização de circuitos adicionais (buffers), a 50 Mhz podemos conectar apenas uma placa VL-BUS no micro.

Apesar de recente, este barramento vem sendo substituído pelo padrão PCI.

 

Padrão PCI

 

Desenvolvido inicialmente pela intel, os slots são de 32 bits e 64 bits no pentium e só aceitam placas desenvolvidas para esse padrão sendo uma mudança radical no projeto dos barramentos de expansão, abolindo totalmente a dependência de slot ISA. Permite as melhores taxas de transferência estando presente principalmente nos micros com chips Pentium.

Este barramento é independente do processador podendo ser implementado em qualquer arquitetura de processamento, ao contrário do VESA Local Bus, que foi desenvolvido especialmente para os 486.

 

CLOCK

 

Toda placa tem um cristal piezoelétrico (ou um circuito integrado) para a geração dos sinais de sincronismo e determinação da velocidade de processamento. O cristal fornece um pulso de alta precisão cuja freqüência depende do processador em uso.

Assim como o processador, outros sinais são obtidos do clock para os circuitos da motherboard via divisão de freqüência. Exceção feita ao barramento de expansão que tem um cristal de 14,31818Mhz independe para seu funcionamento.

 

 

PLACAS

CLOCK

PROCESSADOR

MB 486 DX2 66

33 MHZ

66 MHZ

MB 486 DX 50

50 MHZ

50 MHZ

MB 486 DX4 100*

33 MHZ

100 MHZ(33 MHZ x 3)

MB 586/100

50 MHZ

100 MHZ(50 MHZ x 2)

 

Nas motherboards existe uma bateria que mantém os dados gravados na CMOS (dados de configuração, veja a seguir) sendo recarregada enquanto o micro está ligado. Quando a placa começa a perder a configuração freqüentemente devemos trocar a bateria. Isto se faz colocando uma bateria interna a fim de evitar vazamentos.

Observe que este procedimento deve ser executado por um técnico.

 

Além dos slots de expansão já mencionados temos também os slots de memórias ou bancos de memórias onde são colocados os pentes de memórias RAM de 30 ou 72 vias.

 

MICROPOCESSADOR

 

O microprocessador é o coração de um microcomputador. Desde o advento do processador INTEL 8088 (Linha PC-XT) até o atual PENTIUM II passando pelos 80286, 80386 e 80486, apresentam sempre uma evolução exponencial em relação ao seu antecessor, medido atualmente em milhões de transistores (386DX-360.000 transistores, 486DX 1,200.000, Pentium -3,1 milhões,, etc) e paradoxalmente em microns de espessura de trilha (486 DX – 0,7m).

Cabe lembrar que estes processadores intel – assim como a linha Motorola 68xxx são de tecnologia CISC (Complex Instruction Set Computer). O processador mantém compatibilidade do microcódigo (sub-rotinas internas ao próprio chip) com toda a linha de processadores anteriores a ele, isto é, um programa feito para o 8086 dos micros XT deve rodar num Pentium sem problemas (obviamente muito mais rápido). O inverso não é possível.

O microcódigo deve analisar todas as instruções de outros processadores além de incorporar as suas próprias que não são poucas.

Além disso, os programas compilados nesses processadores tem intrusões de comprimento em bytes variável.

Esse processo gera atrasos que são totalmente eliminados com os chips de tecnologia RISC (Reduced Instruction Set Computer) onde o próprio software em execução faz o trabalho pesado. Acontece que o aumento de performance do chip compensa em muito esse trabalho extra do programa.

Os chips RISC dissipam menos calor e rodam a freqüências de clock maiores que os chips CISC. A linha de processadores Alpha da Digital está projetada para funcionar com clock de até 600 Mhz!

Os chips RISC são utilizados em Workstations, um tipo de computador mais caro e com muito mais performance rodando normalmente sob o UNIX e utilizados em processamento científico, grandes bases de dados e aplicações que exijam proteção absoluta dos dados e processamento Real-Time (tipo transações da Bolsa de Valores).

 

Exemplos de chips RISC: Intel i860, i960, Digital Alpha 21064, HPPA-RISC, MIPS, Sun Sparc PC (Macintosh), etc.

Muitas modificações implantadas atualmente no Pentium são oriundas dos chips RISC tornando-se na verdade um chip CRISC!

 

 

 

MEMÓRIA

Memória RAM ou memória principal

 

São pequenos pentes que são encaixados nos slots de memória das placas motherboard. Podemos ter pentes de 1 Mb, 2Mb, 4 Mb, 8 Mb, 16 Mb e 32 Mb. A capacidade total de memória depende do pente e do número de slots na motherboard, geralmente 4 slots de 72 vias. É na memória que ficam todas as informações utilizadas durante as operações de escrita ou leitura nas unidades de armazenamento e os programas, cache de software para hard-disk, drives virtuais, vírus.

Diferenciam-se no número de vias, tempo de acesso e tipo e são melhor definidas como DRAM (Dinamic Random Access Memory). Precisam continuamente de um sinal da CPU (refresh) para manterem seus dados armazenados. Veja a tabela abaixo:

 

PINOS

TIPO DOS CHIPS

TEMPO DE ACESSO

CAPACIDADE

72 VIAS

32 BITS

60 ns

4 MB

72 VIAS

32 BITS

60 ns

8 MB

 

OBS.: ns – nanosegundos ou 10-9 s

1×9 – 9 bits de dados e 1 para verificação de paridade

 

ADENDO: O CONCEITO DE PARIDADE

 

Para mantermos a integridade dos dados na memória, evitando que defeitos nesta prejudiquem o funcionamento do sistema, o CHIPSET gera um bit de paridade para cada byte de dado escrito na memória.

A lógica de teste da paridade gera o bit de paridade conforme o byte armazenado no chip de memória fazendo a comparação deste bit posteriormente quando for lido qualquer byte da memória. Caso seja detectado um erro, o sistema travará gerando uma NMI (interrupção não mascarável, ou seja, sem possibilidade de uso do equipamento).

Na maioria das BIOS temos uma opção que habilita/desabilita esse teste de paridade. Sempre devemos deixá-lo habilitado!

 

Memória CACHE ou memória secundária

 

Praticamente todas as placas possuem um cache memory. Nos 486 e Pentium este cache pode variar entre 128 Kb e 1 Mb (1024 Kb ).

 

O cache é um conjunto de chips de acesso rápido instalados na placa mãe, ou seja, externo ao processador. A memória principal do computador DRAM é bem mais lenta que a memória cache ou secundária, SRAM (Static Random Access Memory) que tem tempos de acesso de até 12 ns, mas em compensação é bem mais cara.

Assim o cache reduz sensivelmente a velocidade de acesso médio a memória principal armazenando as mais requisitadas instruções e dados. A efetividade do cache está relacionada com o seu tamanho, largura do byte, algorítimo de substituição de dados, esquema de mapeamento e do tipo do programa em execução.

Não é atoa que a tecnologia de cache está presente tanto em winchesters, processadores (o 486 DX tem 8 kb de cache internamente e 16 kb no Pentium) e em muitas outras placas.

A construção das memórias cache segue princípios de construção totalmente diferentes das memórias comuns. Utilizam elementos lógicos compostos basicamente de transistores chamados flip-flops.

Resumindo tudo, o cache trabalha na velocidade do processador enquanto a memória DRAM depende da inclusão de wait states (estados de espera do processador) para disponibilizar o dado devido a sua lentidão.

 

BIOS (Basic Input Output System)

 

Toda motherboard contém chips de memória EPROM (Erased Programable Read Only Memory) que chamamos de BIOS, de 256 Kb ou 512 KB. Este tipo de memória é o que chamamos “não voláteis”, isto é, desligando o computador não há a perda das informações (programas) nela contida. A DRAM e a SRAM perdem completamente seus dados ao desligarmos ou resetarmos o micro.

Como já deu para perceber os programas iniciais contidos na BIOS não podem ser atualizados por vias normais pois a mesma é gravada uma só vez. Atualmente algumas motherboards já utilizam chips de memória com tecnologia flash, ou seja, memórias que podem ser regravadas facilmente e não perdem seus dados quando o computador é desligado. Isso é interessante na atualização das BIOS vias softwares.

As BIOS mais conhecidas: AMI, Award e Phoenix e 50% dos micros utilizam BIOS AMI.

 

Memória CMOS (Complementary Metal-Oxide Semicondutor)

 

É uma tecnologia de CI de baixíssimo consumo de energia, onde ficam armazenadas as informações do sistema (setup) e são modificados pelos programas da BIOS acessados no momento do BOOT. Estes dados são necessários somente na montagem do microcomputador refletindo sua configuração (tipo de winchester, números e tipo de drives, data e hora, configurações gerais, velocidade de memória, etc) permanecendo armazenados na CMOS e mantidos através da bateria interna.

 

Muitos desses itens estão diretamente relacionados com o processador e seu chipset e portanto é recomendável usar o default sugerido pelo fabricante da BIOS. Mudanças nesses parâmetros pode ocasionar o travamento da máquina, intermitência na operação, mal funcionamento dos drives e até perda de dados do HD.

Qualquer modificação deve ser feita somente se o usuário conhece realmente o significado dos termos ou então por um técnico especializado.

 

 

CHIPSET

 

Denomina-se CHIPSET os circuitos de apoio ao computador que gerenciam praticamente todo o funcionamento de placa-mãe. Estes são chips VLSI (altíssima integração dos componentes) permitindo uma redução substancial do tamanho das placas. Nos micros 386DX e 486DX resumem-se a 3 unidade;

 

1. Controlador da CPU/CACHE/DRAM

2. Gerenciador de dados

3. Controlador de periféricos

 

Devido à complexidade das motherboards atuais, da sofisticação dos sistemas operacionais e do crescente aumento do clock (chegando a 233 Mhz em chips CISC), o chipset é, com certeza, o conjunto de CIs mais importante do microcomputador. Fazendo uma analogia com uma orquestra, enquanto o processador é o maestro, o chipset seria o resto!

Dos vários projetos de chipsets os mais conhecidos são os da OPTI, ELITE, UMC, PC Chips, VLSI e muitos outros.

 

CONTROLADORES DE VÍDEO

 

As placas de vídeo dividem-se em comuns, aceleradoras e co-processadas, em ordem de performance. As comuns tem como principais componentes um RAMDAC (Conversor Analógico-Digital) e o seu chipset (Trident, OAK, Cirrus Logic, etc) as aceleradoras geralmente são placas com barramentos que permitem melhor performance na transferência de dados e as co-processadas tem um microprocessador dedicado para a parte de vídeo deixando o processador principal livre. Ex. TMS 34010, Targa e outras.

 

CONTROLADORES DE DRIVE E WINCHESTER

 

Esta placa é a que controla o acesso a drives e winchesters. A IDE pode trabalhar no mesmo micro junto com outro tipo de controladora sendo esta na verdade apenas uma interface entre a winchester e a placa-mãe.

Essas placas denominadas SUPER-IDE ou MULTI-IDE contém geralmente 2 (duas) saídas seriais, 1 (uma) saída paralela e 1 saída para joystick (para jogos).

Atualmente estas placas vem junto com a placa-mãe, sendo assim denominadas de IDE on Board (Este recurso também está disponível para controladores de vídeo).

 

 

TECLADO

 

É a interface entre o microcomputador e o usuário. Nos teclados mais antigos existe uma chave que seleciona teclado para AT ou XT. Os PCs do tipo 286/ 386SX/ 386DX 486SX/ 486DX são todos do tipo AT.

Existem dois tipos básicos de teclados: captativos e o de contato. No primeiro tipo toda vez que uma tecla é pressionada forma-se uma capacitância e há a modificação do sinal (corrente elétrica) detectada. No de contato existe realmente o contato em duas partes de metal permitindo ou não a passagem da corrente elétrica.

Em todo teclado existe um microprocessador que fica “procurando” todas as teclas para verificar qual foi pressionada. Através de um circuito tipo matriz esta tecla gera um código de varredura (SCAN CODE) e este é enviado para o BIOS da motherboard que faz o reconhecimento da tecla através de uma tabela.

 

GABINETE

 

Diferentemente de outros eletrodomésticos que utilizam fontes lineares, os microcomputadores utilizam fontes chaveadas pois estas permitem uma substancial redução de tamanho e são mais eficientes.

A potência da fonte deve ser compatível com o tipo de micro a ser montado e com seus periféricos. Estas variam de 180VA a 300VA (VA Volt-Ampere).

O dimensionamento de uma fonte para um microcomputador depende da quantidade de periféricos, e consequentemente das placas que serão ligadas no barramento de expansão. Sempre nesses casos devemos escolher uma fonte onde não se utilize mais de 2/3 da sua potência nominal.

Winchesters mais antigas consomem bastante energia e alguns processadores atuais (como o Pentium em 5v) podem dissipar até 15W

As tensões geradas por uma fonte chaveada para microcomputadores são 5VDC, 12VDC, -12VDC e -5VDC.

Além desses, existe um sinal de +5VDC gerado pela fonte denominado POWER GOOD. Este tem como função indicar à placa-mãe o perfeito funcionamento da fonte e a partir deste, o chipset gera sinais de RESET para todos CIs da placa. Tudo depende do bom funcionamento da fonte.

 

DRIVES

 

São as unidades de leitura e gravação de disco. Temos os drives de 5¼ polegadas com capacidade de leitura máxima de 1.2 Mb, e os drives de 3¼ polegadas com capacidade de leitura de 1.44 Mb e mais recentemente de até 2,88 MB. Todos estes são chamados drives de alta densidade. Tanto o de 5¼ como o de 3¼ podem ler e gravar discos de menor capacidade, dupla densidade ou os de 360Kb e 720Kb respectivamente.

Existe também o floppy duplo que temos numa mesma unidade o floppy de 5¼ e 3¼.

 

 

SISTEMA OPERACIONAL

 

Sem um Sistema Operacional (ou S.O.) nenhum hardware torna-se utilizável pelo usuário. Normalmente este é um definido como conjunto de programas que fazem a interface entre o microcomputador e o usuário, ou seja, ele atua mais diretamente com o hardware de seu micro. Além disso, os S.O. oferecem vários aplicativos simples para o gerenciamento e manutenção dos dados na HD e disquetes.

Os S.O. executam as mais diversas tarefas tais como o controle de entrada e saída (input/output), leitura/escrita em disco ou HD, escrita em monitores e controlar todo uso da memória dividindo-a em várias partes para cada tipo de aplicação.

O sistema operacional mais popular para micros PCs baseado nos processadores intel é o MS DOS (Microsoft Disk Operating System). Além deste temos o PC DOS (IBM) e o Novell DOS 7 (antigo RD DOS) e são bastante limitados no uso dos atuais microprocessadores de 32 bits.

Outros sistemas operacionais 32 bits estão despontando no mercado. O OS/2 da IBM é um S.O. de 32 bits reais assim como o Windows NT e Windows 95 ou os derivados do UNIX como o Xenix, Solaris, SCO Unix, etc.

Estes S.O. são mais apropriados para os processadores de 32/64 bits atuais e não impõem limitações de memória como o DOS. Além disso implementam interfaces gráficas (GUI), multitarefa real, multiprocessamento simétrico, etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2   –     Montagem

 

ETAPAS DA MONTAGEM

 

Devemos seguir os seguintes passos para a montagem:

01 – Abertura do gabinete

02 – Colocação das memórias na motherboard.

03 – Colocação da motherboard no gabinete.

04 – Ligação da alimentação da motherboard pelo cabo de força.

05 – Fixação dos drives e winchester.

06 – Colocação das placas nos slots (VIDEO E MULTI-IDE).

07 – Ligação da alimentação dos drives e winchester.

08 – Ligação dos cabos de Super-IDE.

09 – Ligação dos fios do gabinete e Motherboard

10 – Preparação do display

11 – Setup e teste da máquina.

 

ABERTURA DO GABINETE

 

1 – Desparafusar a tampa do gabinete.

2 – Liberara os fios do painel frontal e prepará-lo para receber a Motherboard.

3 – Identificar cada fio que parte do painel frontal do gabinete, que são:

*     Chave ligada/desliga teclado

*     Turbo Switch (Teclas liga/desliga Turbo)

*     Turbo led (Led indicador de Turbo acionado)

*     Reset (Tecla de “RESETAR” a máquina)

*     Power led (led indicador de ligado/desligado)

*     Alto-falante (speaker)

COLOCAÇÃO DAS MEMÓRIAS NA MOTHERBOARD

 

Os pentes de memória se diferenciam pela capacidade de armazenamento (1Mb, 4Mb, etc) e pela velocidade de acesso (80, 70 ou 60 ns).

Não devemos misturar pentes com capacidade e tempo de acesso diferentes no mesmo campo de memória. As memórias são colocadas nos slots apropriados.

Antigamente tínhamos vários tipos de encapsulamento para as memórias. DIP, SIP, SIMM. Hoje em dia os dois primeiros estão em desuso nos microcomputadores restando somente o tipo SIMM que se encaixam diretamente à placa-mãe.

Uma Motherboard tipo 386DX ou superior só aceita um ou mais bancos totalmente preenchidos.

 

 

 

Não podemos ter um banco de memória parcialmente preenchido ou com pentes de diferentes velocidades de cada pente de memória.

Uma Motherboard 486 que utiliza pentes de 72 vias é igual a um banco.

Verifique a disposição dos bancos de memórias nas Motherboard no manual da mesma. Sempre temos que começar preenchendo o banco 0.

O lado chanfrado indica o número 1 do pente. Ele dever ser colocado cuidadosamente no banco de memórias. O pente só encaixa de uma maneira. Tome cuidado para não força-los, pois, pode-se quebrar os suportes laterais de encaixe. Lembre-se também da eletricidade estática mantendo-as em invólucros anti-estáticos até o momento da instalação e tocando numa parte de metal sem pintura e que esteja aterrada. É o maior inimigo das memórias!

 

ALIMENTAÇÃO DA MOTHERBOARD

 

Os conectores dos fios de alimentação da Motherboard são diferentes dos demais.

São dois conectores que unidos tem 9 pinos e fios pretos (terra ou GND) devem sempre juntos e no meio do conector. O fio vermelho e azul nos extremos.

As tensões nestes fios devem ser as seguintes:

FIO VERMELHO                       5VDC

FIO BRANCO                 -5VDC

FIO AMARELO               12VDC

FIO MARROM                -12VDC

FIO PRETO                     TERRA OU GND

 

FIXAÇÃO DOS DRIVES E WINCHESTER

 

Os drives e winchester são fixados por parafusos nas suas laterais. Cada um tem seu lugar definido no gabinete e devemos ter muito cuidado para não fixar o winchester com parafusos que possam atingir sua placa por ser este muito comprido. O comprimento destes deve ser menor que a espessura de um lápis.

Não utilize parafusos muito compridos pois estes podem encostar na placa da winchester ocasionando um curto circuito e também a perda da garantia da HD.

O winchester deve trabalhar com uma inclinação mínima na horizontal de 5º ou com uma posição vertical de 90º e 180º.

Evite choques na HD. Este componente tem uma mecânica de precisão e mesmo desligada pode sofrer danos facilmente.

 

COLOCAÇÃO DAS PLACAS

 

As placas são colocadas nos slots vagos da Motherboard podendo colocar qualquer placa em qualquer slot, não existe uma ordem a se seguir.

 

 

 

Devemos tomar cuidado para que uma placa não trabalhe encostada a outra, já que podemos ter componentes que encostem no lado da solda da outra placa bem como um aquecimento excessivo por falta de ventilação.

Lógico que vai o bom senso de otimizar as colocações das placas principalmente a MULTI-IDE ou controladora de Drives e Winchester, já que estas terão cabos ligados aos drives e winchester. Normalmente esta placa fica nos primeiros slots, próximos ao conector de força da placa-mãe.

Observe também as placas de 8 bits e 16 bits para não colocar uma placa de 16 bits num slot de 8 bits, ou uma placa pci num slot ISA.

Cada placa trabalha num determinado endereço lógico e uma determinada interrupção. As exceções são as placas configuradas por software (jumperless). Mas mesmo assim não podemos colocar vis software uma interrupção e endereço igual a de outra placa do sistema.

Quando ocorrer algum problema, deveremos sempre verificar se não está havendo conflito entre interrupção e endereço. Caso tenhamos muitas placas conectadas no equipamento, ao adicionarmos uma nova e esta não funcionar, retire todas as placas mantendo somente a de vídeo, Multi-IDE e a placa nova. Assim tentamos isolar o conflito de interrupção e endereçamento.

Abaixo segue uma pequena tabela de endereços e interrupções:

 

DESCRIÇÀO

ENDEREÇO

IRQ

Serial 1 (COM1)

3F8-3FFH

4*

Serial 2 (COM2)

2F8-2FFH

3*

Serial 3 (COM3)

3E8H-3EFH

4

Serial 4 (COM4)

2E8H-2EFH

3

Paralela 1 (LPT1)

378H

7*

Paralela 2 (LPT2)

278H

5

Paralela 3 (LPT3)

278H

Game Port

200H-207H

Teclado

1 (fixado)

Drives

6 (fixado)

Co-Processador

13 (fixado)

Winchester

14 (fixado)

 

Os micros padrão PC AT tem disponível 16 interrupções de hardware para utilização de outras placas de expansão. Na tabela acima temos as mais comuns.

Na instalação de outras placas escolheremos uma interrupção diferente da tabela acima.

As placas MULTI-IDE têm a possibilidade de configurar as saídas seriais e paralelas e suas interrupções (ver manual das placas), habilitar ou não a saída de jogo, etc. Muitas placas-mãe já incorporam a Super IDE.

Devemos também ter este mesmo cuidado na instalação de placas tipo: FAX-Modem, controladora SCSI, placas de som e vídeo, placas de rede-local, etc. A princípio, qualquer placa para micros PC tem que ter uma interrupção e endereçamento diferente das demais placas! O barramento ISA não permite o compartilhamento de interrupções, ou seja, duas ou mais placas utilizando a mesma IRQ, como o padrão MCA e EISA.

 

ALIMENTAÇÃO DOS DRIVES E WINCHESTER

 

Os soquetes de alimentação dos drives e winchester só se encaixam de uma única maneira. Pode ser utilizado qualquer soquete.

Apenas os Drives de 1.44Mb 3½” utilizam um soquete menor.

Todos os conectores da fonte são chamados, tendo apenas uma possibilidade de encaixá-los nos periféricos.

 

LIGAÇÃO DOS CABOS DA HD IDE E WINCHESTER

            Os cabos de dados e sinais de controle dos drives e winchester têm uma tarja vermelha em um dos lados. Esta tarja vermelha deve ser ligada sempre onde estiver indicado o número “1” nas placas ou uma outra marcação nos drives. Os cabos dos winchester tipo IDE são mais largos (40 pinos) e o SCSI tem 50 pinos. Na controladora está indicado o soquete do winchester e do drive. Quando utilizarmos dois winchesters devemos configurar um como “MASTER” (principal) e o outro como “SLAVE” (ver manual do HD). Nos winchester tipo IDE o lado vermelho do cabo geralmente fica do mesmo lado do soquete de alimentação do HD.

 

ADENDO: Interfaces de WINCHESTERS

 

Os tipos de HD mais comuns são: IDE e SCSI. Os tipos de IDE são os mais simples (mais limitados) e mais utilizados (mais baratos). O padrão SCSI é a mais utilizado em servidores de rede e sistemas com grande acesso a winchester necessitando porém de uma placa específica e podendo controlar até 7 periféricos diferentes (scanners, CD-ROMs, Hard-disk). Podemos utilizar esta placa em conjunto com a IDE e no Setup da máquina não indicamos a existência do HD SCSI pois a placa tem BIOS própria. Cada periférico SCSI tem um identificador que vai de 1 até 7 configurado por jumpers no dispositivo e não podemos ter dois dispositivos com o mesmo identificador.

Hoje em dia nenhuma winchester necessita de programas de “parqueamento” das cabeças. Todas incorporam esse recurso ao se desligar o equipamento.

Alguns tipos de winchesters ainda utilizadas e com interfaces mais antigas, ST-506 e ESDI estão fora de uso devido a algumas limitações técnicas impedindo o seu desenvolvimento. O padrão ST 506 só permite hard-disk com no máximo 140Mb (!) e a ESDI também não tornou-se um padrão de mercado.

 

LIGAÇÃO DOS FIOS DO GABINETE À MOTHERBOARD

 

Identificado os fios do gabinete, devemos ligá-los:

O (+) indica existência de polaridade!

 

Turbo Led (dois pinos fio vermelho ou amarelo +)

Turbo Switch (dois pinos sem polaridade)

Reset (idem)

 

KEYLOCK & POWER LED CONECTOR (5 pinos)

 

pino 1 – Led Power (+) (Ligar fio Power Led no 1 e 3)

pino 2 – Não usado

pino 3 – Terra

pino 4 – Inibe teclado (ligar fio da chave do teclado no 4 e 5)

pino 5 – Terra

 

SPEAKER CONECTOR (4 pinos)

 

pino 1 – Terra (ligar fio do falante no 1 e 4)

pino 2 – Não usado

pino 3 – Não usado

pino 4 – 5VDC

 

PREPARAÇÃO DO DISPLAY

 

A indicação do número do display deve ser programada de acordo com o manual do gabinete para velocidades em modo turbo e normal. O chaveamento dos números nos displays é fornecido pelo sinal Turbo Led da motherboard. Ao contrário do que se pode pensar, o display do gabinete apenas e um indicativo do clock do microcomputador e não exerce controle na motherboard.

 

SETUP E TESTE DA MÁQUINA

 

Se tudo foi feito corretamente podemos ligar o computador. Para isto, ligue o teclado no conector apropriado e o monitor. Quando ligamos o computador devemos ter primeiramente a mensagem do chipset da placa de vídeo e o teste da memória DRAM pela BIOS, onde aparecerá um contador no canto superior  esquerdo da tela. Passado este teste devemos configurar a máquina pelo setup, isto é, dizer se na máquina temos drives, winchesters e muitos outros parâmetros (ver manual da motherboard). Nas BIOS AMI utilizamos outras combinações te teclas para acessar o setup.

É muito importante a configuração correta do winchester em termos de número de cilindros, cabeças e setores. Se isto for feito incorretamente, o winchester não será acessado ou trará problemas futuros.

É sempre recomendável colocar a configuração indicada no manual do winchester. Isto porque as hard-disk padrão IDE permitem várias configurações diferentes, desde que não ultrapassem o número máximo de setores permitido pelo HD. Muitas BIOS hoje em dia tem uma opção de auto-detecção dos valores da HD, cilindro, cabeças e setores. Use-a caso tenha alguma dúvida.

Normalmente as BIOS tem opções para coleção de senhas de proteção contra acessos não permitidos. O bom senso indica que se o usuário não utiliza o equipamento em locais com grande acesso de pessoas a colocação de uma senha apenas é um dado a mais que o usuário terá de lembrar. Além disso, caso esqueça a senha o usuário não poderá mais utilizar o equipamento.

 

Coloque sempre um disquete nos drives A e B para verificar seu funcionamento. Um teste rápido e confiável é formatá-los gravando o sistema operacional em questão com o comando: format a: (ou b:) /u/s.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

–     Ligando o Equipamento e Verificando o Funcionamento

 

INSTALAÇÃO:

 

O microcomputador é composto basicamente de um monitor, uma CPU (CENTRAL de Processamento de Dados) e um teclado. Os seguintes passos devem ser tomados para a instalação do equipamento:

Retirar a CPU, monitor e teclado de suas respectivas embalagens verificando a integridade destas. Muito cuidado com a CPU pois se ela contiver um winchester (HD) deve-se  ao máximo evitar choques e outros danos. O HD é um mecanismo de precisão e muito sensível.

 

No painel traseiro da CPU temos as seguintes saída (em geral):

 

  • saídas paralelas (LPT1 e LPT2) em micros com monitores CGA.
  • saídas seriais (COM1 e COM2). Podemos ter com os conectores DB9 (9 pinos) ou DB25 (25 pinos).
  • saída de game para joystick.
  • saída de vídeo (CGA / VGA / SVGA).
  • Plug fêmea para conexão do teclado.
  • Tomada de força (fêmea) para ligação do monitor (junto com a fonte).
  • Tomada de força (macho) para cabo de força tripolar.
  • saídas diversas se houverem placas opcionais.

 

1 – Conectar o teclado ao plug atrás da CPU. Em alguns gabinetes este plug poderá estar na parte frontal.

2 – Conecte o cabo lógico (cabo de sinal do monitor) a saída de vídeo da CPU. Estes conectores tem uma forma trapezoidal que só encaixa de uma única maneira.

3 – Ligar o monitor (cabo de força) na tomada junto a fonte da CPU. Caso as tomadas sejam diferentes o monitor poderá ser conectado diretamente a outra fonte que alimenta o microcomputador (muito aconselhável ter um estabilizador de voltagem).

4 – Verificar se a tensão da rede é a mesma do microcomputador. É muito importante a utilização de um estabilizador ou uma proteção para o equipamento. Evite ligá-lo diretamente a rede elétrica e certifique-se que esta rede elétrica esteja devidamente alterada.

5 – Conectar o cabo de força da CPU a energia elétrica. Os dois terminais deste cabo também só se encaixam de uma única maneira.

 

Após a instalação, se possível, medir com um multímetro as tensões AC na tomada tripolar entre TERRA e NEUTRO (110VAC) devemos ter quase 0VDC; entre TERRA e FASE praticamente os 110VAC.

Caso a tensão TERRA – Neutro seja maior que 3VAC o terra não está instalado.

Obviamente em apartamentos essa providência será muito difícil de se realizar. Informe-se então sobre a existência de um TERRA geral do edifício.

 

TESTE INICIAL AO LIGAR

 

Quando o computador é ligado, a CPU passa a realizar vários testes para verificar se tudo está OK. Estas rotinas de verificação (programas) estão armazenadas na BIOS. Se algo estiver errado a CPU nos informará com diferentes tipos de beeps. O tipo do beep dependerá da BIOS que estiver na motherboard. Este procedimento é chamado de POST (POWER ON SELF TEST). Descrição passo a passo deste teste:

 

1 – Quando o computador é ligado a CPU passa a rodar um programa armazenado permanentemente num determinado endereço o qual aponta para a BIOS (Basic Input/Output System) em ROM.

2 – A CPU envia um sinal ao BUS de dados para certificar se tudo está funcionando.

3 – É o teste das memórias e aparece um contador no monitor.

4 – A CPU checa se o teclado está conectado e verifica se nenhuma tecla foi pressionada.

5 – É enviado um sinal através do BUS de dados para verificar quais os tipos de drives estão disponíveis.

6 – Logo após o micro está pronto para iniciar o BOOT.

7 – No caso da BIOS ser AMI, teremos sinais sonoros caso ocorra algum problema descrito na tabela 1

 

Os erros reportados pela BIOS na tabela são FATAIS, ou seja, o sistema não pode ser utilizado. Os dois erros abaixo independem do funcionamento do micro.

1 longo, 3 curto – Falha no teste de memória estendida

1 longo, 8 curto – Falha no teste do monitor

 

BOOT

 

Após o teste inicial do microcomputador (POST), entra o processo de BOOT do micro. Mas o que é esse tal de BOOT?

Para executar qualquer programa, antes de mais nada necessitamos carregar o sistema operacional desejado via disquetes ou pelo HD. O famoso BOOT nada mais é que uma verificação da TABELA 1

 

 

 

 

 

 

BEEPS

INDICATIVO DE ERROS (FATAIS)

1

Falha no reflash memória RAM

2

Erro paridade na memória RAM

3

Falha na memória base 64Kb ou CMOS

4

Falha no timer

5

Falha no processador

6

Controlador de teclado ou A20 gate

7

Erro de interrupção

8

Erro de leitura/escrita placa de vídeo

9

Erro no Bit de checksum da ROM BIOS

10

Erro no registro “shutdown” para CMOS

 

BIOS do equipamento em busca de um programa que inicialize um sistema operacional. Este processo inicial está gravado na BIOS da motherboard onde existem as instruções básicas par ele começar a operar este programa e é lido pela CPU onde existe a instrução para leitura dos arquivos do sistema operacional (no MS DOS 6.2 são IO.SYS e o MSDOS.SYS) que estão gravados no primeiro setor do hard-disk ou do disquete colocado no drive A. Se um HD ou disquete estiverem com os primeiros setores danificados eles tornam-se inutilizáveis para carregar o sistema operacional.

No caso do MS DOS podemos dizer que um disquete ou hard-disk é BOOTÁVEL  quando ele contém os dois arquivos do sistema operacional já mencionados e mais um arquivo chamado COMMAND.COM. Este arquivo é lido e carregado na memória.

O arquivo COMMAND.COM está divido em 3 partes. A primeira parte contém instruções de entrada e saída. A segunda parte comandos internos dos sistema operacional, como por exemplo, DIR, COPY, etc… A terceira parte contém instruções para leitura de arquivos batch como o arquivo AUTOEXEC.BAT.

Outro arquivo chamado CONFIG.SYS irá configurar a maneira como o computador irá trabalhar com alguns parâmetros (FILES BUFFERS, drives virtuais, CD-ROM, gerenciadores de memória, etc).

Podemos dizer que o BOOT nada mais é que um processo básico que o microcomputador realiza para carregar qualquer tipo de sistema operacional.

Quando carregamos um S.O. o KERNEL deste fica normalmente residente em memória. Kernel é o núcleo do S.O. O que nos apresenta no monitor é o SHELL, que no caso do MS DOS nos é dado pelo já mencionado arquivo COMMAND.COM.

Alguns sistemas operacionais fornecem vários tipos de shell, como as versões do UNIX, cada uma prestando-se melhor a uma determinada função.

 

 

 

 

 

4   –     Periféricos para Gravação e Leitura de Dados

 

Temos hoje os mais diversos periféricos para a gravação e leitura de dados. Eles se diferenciam pela tecnologia que são utilizadas para a gravação ou leitura destes dados. Depois de muitos anos de supremacia, a gravação magnética está dando lugar a gravação óptica, a mais confiável, com menos interferências e maior capacidade de armazenamento. Atualmente a única limitação da tecnologia óptica é o baixo tempo de acesso aos dados.

 

FLOPPY DRIVE

 

Os disquetes, assim como as winchesters são periféricos de acesso aos dados aleatórios. A fita magnética é um meio de armazenamento seqüencial, ou seja, temos que passar por todos os dados gravados para acessarmos um byte no final da fita.

Os floppy drives utilizam discos magnéticos para a gravação e leitura de dados. Seu acesso é lento e tem capacidade limitada até 2.88Mb por disquete.

As informações nos disquetes (e winchesters) dividem-se basicamente em trilhas que são compostas de setores (geralmente 512 ou 1024bytes) e estes em clusters ou unidade alocável. O cluster é a maior parte endereçável nos discos magnéticos (e para os DOS).

Como os arquivos tem diferentes tamanhos, o S.O reparte o mesmo em vários pedaços distribuindo-os pelos espaços livres no disco. Os programas desfragmentadores fazem justamente o serviço de reordenar o arquivo em clusters contínuos, ou seja, em seqüência.

A FAT é uma estrutura criada no MS-DOS para a localização dos clusters nos disquetes e winchesters.

 

HARD DISK OU WINCHESTER

 

Utiliza também discos magnéticos montados internamente em um eixo de rotação comum (splindle motor) de 3600/5400 rpm e tem uma performance muito melhor que a dos drives. Seu acesso é medido em ms (milisegundos ou 10 -3) e tem capacidade de até vários  Gb.

Atualmente temos dois padrões principais de Hard-Disk quanto a interface, IDE e SCSI. Os HD IDE são mais comuns e os SCSI apresentam uma melhor performance e confiabilidade apesar do advento recente da Enhanced-IDE (ou FAST-ATA), uma versão melhorada da interface IDE com maior taxa de transferência de dados e possibilidade de romper o limite de aproximadamente 540Mb que existe nas HD IDE comuns.

Os hard-disk podem também se diferenciar pelo seu tamanho (fator de forma). Atualmente temos os HD de 3½ são mais comuns e os HD de 2½ são utilizados nos notebooks.

 

 

 

 

ADENDO: DISCOS VIRTUAIS

 

São discos lógicos configurados na memória do computador. Estes discos são criados através de um programa que passa a utilizar a memória como uma área de armazenamento momentâneo. A capacidade depende de memória livre disponível e seu acesso é o mesmo do acesso de leitura ou gravação em memória, ou seja, bem mais rápido que qualquer HD. São utilizados para testes, softwares com muitos acessos em discos de leitura e outros para colocarmos arquivos temporários. Toda informação neste tipo de disco é perdida quando o microcomputador é desligado e são designados por letras como os drives D: ; E:; etc…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5   –     Dispositivos de Entrada e Saída de Dados

 

PORTA SERIAL

 

A saída serial de um microcomputador geralmente está localizada na placa MULTI IDE e é utilizada para diversos fins como por exemplo: ligação de um faz modem externo, ligado de um mouse, plotter, impressora serial, conexão micro a micro e muitas outras coisas.

A transmissão e recepção dos dados são feitos bit a bit, e os outros pinos são utilizados para controle dos sinais (handshaking).

 

PORTA PARALELA

 

Como a saída serial a interface paralela está localizada geralmente na placa IDE. Utiliza o padrão Centronics e também é conhecida como interface para impressora pela grande utilização para este fim. Neste tipo de conexão os dados são enviados em lote bits, portanto é mais rápida a comunicação em relação a saída serial, em contra partida esta última pode ser feita a maior distância e em termos de cabos é mais simples é mais barato.

Em algumas impressoras HP temos a nova interface paralela BITRONICS com algumas vantagens técnicas.

 

TECLADO

 

Teclado é a interface entre o operador e o microcomputador.

 

MONITOR

 

É um dispositivo principal de saída de dados, mas atualmente já temos monitores que servem para entrada de dados tipo os monitores TOUCH-SCREEN que tem seu funcionamento parecido a de um mouse.

Atualmente encontramos vários tipos e modelos de monitores disponíveis no mercado. Eles se diferem na resolução e modo de operação. Quanto a resolução podemos ter monitores tipo CGA, EGA, VGA e Super VGA além de serem monocromáticos ou coloridos. Temos também os monitores entrelaçados que se diferem no modo que são gerados os sinais de varredura horizontal.

A resposta em freqüência (ou largura de banda, medida em Mhz) dos monitores é o que limita a resolução que este pode apresentar ao usuário, ou seja, o sinal de maior freqüência que pode ser processado pelos circuitos do monitor. Quanto maior a resolução necessária maior resposta em freqüência o monitor deve ter.

Observe que, a resolução é diretamente proporcional à quantidade de pontos apresentados na tela e quanto maior a resolução menor fica a informação na tela. Em monitores de 14′ SVGA a resolução de 800×600 é a mais cômoda.

 

 

Outra característica importante dos monitores VGA/SVGA coloridos é o DOT PITCH medido em milímetros. Quanto menor este valor mais nitidez terá a imagem e atualmente nos monitores SVGA este valor situa-se em torno de 0,26 mm e 0,39mm.

Os monitores TOUCH SCREEN devem ser utilizados com placa especial para sua configuração, reconhecimento do monitor e calibragem.

Além dos monitores tradicionais temos os monitores de cristal líquido sendo monocromáticos ou coloridos e são grandemente utilizados em notebooks ou similares devido ao baixo consumo de energia.

 

MOUSE / JOYSTICK

 

Mouse é um mecanismo que é ligado a saída serial do microcomputador com a qual através de uma movimentação de um ponto na tela podemos selecionar a opção desejada de maneira rápida de funcionamento  e pelas interfaces gráficas introduzidas inicialmente no Macintosh, pelo Windows e atualmente em outros sistemas operacionais. O mouse pode ser de botões ou de esfera (trackball) e pode ter 3 botões (padrão Mouse System, em desuso) e 2 botões (padrão Microsoft).

Existe também o mouse sem fio utilizando uma interface infravermelha.

Os joysticks são utilizados principalmente para jogos de ação

 

PLACAS FAX-MODEM

 

Modem é a junção de dois termos: MODULATE and DEMODULATE.

É o mesmo princípio da transmissão de um sinal de rádio FM (Freqüência Modulada), ou seja, utiliza-se uma determinada técnica de modulação/demodulação só que via cabos. Esta placa é conectada a saída serial de um microcomputador. Também temos os modems internos, nos quais ocupam o endereço e uma interrupção de uma saída serial. O modem recebe o sinal na forma digital modulando-o em onda senoidal e transmitido via linha de transmissão até a outra ponta onde temos outro modem para fazer a demodulação e retornar o sinal á forma original.

Os modems diferem pelo padrão e velocidade de transmissão. Na prática podemos ter modems trabalhando desde 75bps e 1200, 2400, 14400 até 28800bps (Bits por segundo). O padrão mais conhecido é o HAYES onde os comandos de configuração do modem são especificados por seqüências de teclas sempre começando por AT.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Revistas:

 

– PCMagazine (análises técnicas de equipamentos)

– Byte (idem)

– Exame Informática (negócios e tendências)

– Publish (editoração eletrônica)

– Microsistemas, Dr. Dobbs (programação)

– Revista NEO Interativa (temas diversos só que distribuída em CD)

– Windows Computing

– Internet World

– CD ROM now

 

Jornais:

 

Praticamente todos os jornais tem semanalmente um caderno dedicado à informática.

 

BBS: Bulletin Board Service

 

Existem dezenas de BBS já operando no Brasil cobrindo praticamente todos os temas de interesse. Algumas são específicas em determinado assunto e outras são mais gerais. Para usufruir de todos os serviços temos que fazer uma assinatura periódica.

Para acessá-las é necessária uma placa modem de preferências no mínimo 14400bps.

Encontram-se listas das BBS existentes e atualizadas nos principais jornais do pais.

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Quem tem nome inscrito no SPC ou Serasa pode pedir financiamento imobiliário? Existe algum modelo de carta para pedir retirada do nome do SPC/SERASA? Windows 95

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