Trabalho escolar sobre a Globalização

19/08/2011 at 3:40 pm Leave a comment

INTRODUÇÃO

Globalização é como um prisma que reflete várias realidades complexas. Intensifica múltiplas conexões entre governos e sociedades, entre público e privado, entre mercado e cultura, conformando o sistema mundial. Aumenta o grau de interdependência da produção, das finanças e dos serviços, na veloz propagação das redes de comunicação, dos ricos e das ameaças ambientais, constituindo a dimensão planetária da vida. Parece ser a inauguração do mundo maravilhoso, mas não seria também a receita para o desastre?

É bom lembrar que, se no império da globalização tudo parece representar a união de todos num só mundo, isso não significa que vivemos todos harmonicamente integrados, com respeito e entendimento humano, como se a felicidade tivesse batido a nossa porta.

SURGE UM NOVO MUNDO

Com as idéias de um só mundo, a globalização vem com tremendo impacto em nosso dia-a-dia, a palavra globalização produz, como mágica, uma sensação estranha de que, estamos vivendo todo conectado. Estados, sociedades, pessoas, culturas, mercados, meios de transportes, de comunicação e de informação. E assim a globalização vem tornando seus rumos e trazendo mudanças na tecnologia, na economia, na política, na cultura e também na área logística.

Com isso a globalização significa a remoção das fronteiras e, portanto representa uma ameaça para aquele Estado-Nação que vigia quase sempre suas fronteiras.

Mais que tudo a globalização expressa formas de vida, valores, opniões, pensamentos, idéias, teorias, ideologias sobre o que chamaría-mos, simplesmente de política Global da Globalização.

Mediante a isso os dados e fatos de um fenômeno de amplitude inigualável, como faces de um prisma que reflete várias realidades complexas. Também alimenta dilemas inacreditáveis.

O atual processo da globalização é o núcleo central de nosso tempo, a força de aglutinar, difunde e integra todas as demais características.

A globalização também estimula a autonomia dos antes estatais locais, as cidades, municípios, estados ou províncias – em relação ao governo central. Com novas possibilidades comunicacionais, os governos locais estão atuando cada vez mas no cenário internacional, por conta própria, e isso vem dar menos poder central para um país e mais poder para o estado.

GLOBALIZAÇÃO E SOBERANIA NACIONAL

 

A globalização também vem trazendo consigo inúmeras organizações intergovernamentais de cooperação e de integração, tanto no âmbito mundial, como por exemplo a (OEA) União Européia e a liga Árabe, e sub-regional, como o Mercosul e o Nafta. Em todas elas, mas em diferentes graus, os Estados membros cedem parte de sua soberania nacional a fim de estabelecer e aplicar políticas comuns. E com isso há menos poder nacional e mais poder supranacional.

As fronteiras nacionais começam a sofrer um processo devido a interdependência sentida e experimentada cada vez  mais pelos Estados. E com isso está havendo um período de transição complexas, cuja marca é esta: globalização x soberania  nacional.

E como a globalização entra sem pedir passagem ou seja, ignora as fronteiras nacionais desreispeitando os limites do Estado, quem perde com isso com certeza é o Estado, pois ele perde o papel de ser o único, exclusivo, impenetrável, guardião de um conjunto de patrimônios.

O Estado está  num beco sem saída, se estás aberto a globalização, perde poder; se que se fechar, se for possível esta hipótese, perde também porque se desconecta ou pode ser  desconectado do sistema-mundo.

E quem ganha? Na verdade a globalização beneficia atores privados, as empresas transnacionais, as ONG e a sociedade civil de um modo geral. São estes os principais atores da globalização e que, vão ganhando espaços que antes o Estado monopolizava ou queria monopolizar.

Perdas e ganhos na era da globalização, podem ser avaliados como um jogo de soma de zero. O tanto de perdas de soberania nacional equivale ao tanto de ganhos obtidos pelos atores privados e pala nova dimensão de valores compartilhados. E assim a nação de jogo de soma de zero, implica que sempre haverá um ganhador e um perdedor. Não admite que ambos saiam ganhando.

AMPLIANDO OS DIREITOS HUMANOS

Na globalização também nós vemos a ampliação dos direitos humanos através de três gerações.

A primeira geração destaca os direitos civis e políticos e vem ligado ao surgimento e desenvolvimento da democracia liberal. A Segunda geração destaca os direitos econômicos, sociais e culturais e vem ligado aos movimentos trabalhistas, social-democrata, e ao Estado de bem-estar. Já a terceira geração vem ligado a necessidade de garantir a paz no planeta e a proteção de um patrimônio comum a todos os povos.

O papel da ONU na universalização dos direitos humanos, é muito importante. Na verdade, a ONU teve e continua tendo um papel importante.

 

Principais instrumentos universais de proteção aos direitos humanos

  • 1945: Carta da ONU, aprovada pela assembléia geral.
  • 1948: Declaração universal dos Direitos do Homem, adotada pela Assembléia

Geral da ONU.

  • 1948: Convenção para a Prevenção e a repreensão do Crime de Genocídio, Paris.
  • 1965: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação

Racial, aprovada pela

Assembléia Geral da ONU.

  • 1966: Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, sociais e culturais, adotados

pela Assembléia

Geral da ONU.

  • 1966: Pacto Internacional sobre Direitos Civis e políticos, adotados pela

Assembléia

Geral da ONU.

  • 1973: Convenção Internacional sobre a repressão e o castigo do Crime de

Apartheid, aprovada pela

Assembléia Geral da ONU.

  • 1979: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação

contra a mulher, aprovada

pela Assembléia Geral da ONU.

  • 1984: Convenção contra a Tortura e outros Tratos e Penas Cruéis, Desumanas ou

agradantes, aprovada

pela Assembléia Geral da ONU.

  • 1993: Declaração e Programa de Ação de Viena, adotada na 2ª conferência da

ONU sobre direitos humanos realizada em viena.

Mas a ONU não vem trabalhando sozinha para a ampliação dos direitos humanos. Organizações regionais, como  a organização dos Estados Americanos (OEA) E A União Européia (EU), também vem contribuindo para o fortalecimento e a propagação dos direitos humanos. E assim os direitos humanos        deparam-se com novos desafios da globalização, como as questões, humanitárias, ambientais e os benefícios e riscos gerados pelas novas tecnologias.

UNIVERSALIZANDO A DEMOCRACIA

Na universalização da democracia sempre haverá uma pergunta, onde se encontra a democracia na globalização ? Será no mercado, para quem a democracia é função de riqueza ali criada e propagada ? Ou a democracia  tem seu lugar preferencial na política, de domínio do Estado. Mas se na globalização atual, como tudo indica, as instituições públicas então sendo fragilizadas, a cidadania não estaria também com sua influência sendo fragilizada? O mercado diz ser fonte de riqueza, poder e cultura. A democracia teria ali a sua residência?

Democracia e globalização podem andar de mãos dadas e serem compatíveis, caso a correnteza avassaladora da globalização incorpore e garanta o pleno exercício dos fundamentos democráticos. Do contrário a democracia se fragiliza ou se corrompe e a globalização passa a ser instrumento de perversão humana.

O MUNDO CONECTADO

–         Comunicação e Informação

Em 1960 foram feitos 2 milhões de chamadas telefônicas entra EUA e a Europa. Hoje somente entre os dois continentes, são mais de 800 milhões anuais.

Nos anos 70, cerca de 30 milhões de pessoas viajavam ao redor do mundo. Hoje são cerca de 450 milhões. O setor de turismo, empregando mais de 300 milhões de trabalhadores, é o maior gerador de empregos diretos e indiretos na economia mundial.

Com os meios de comunicação instantânea (satélites, tevê, cabos de fibra óptica, telemática…) a chegada suplanta a partida: tudo “chega” sem que seja preciso partir.

–         Aceleração do tempo digital

Hoje em dia praticamente todo o mundo na terra usa, direta ou indiretamente, cerca de 15 formas computacionais em seu dia –a- dia, incluindo eletrodomésticos, telefone, fax, equipamentos de escritório, caixa eletrônicas, acessórios de carros, telefones celulares etc.,etc. Calcula-se que até o ano 2000 as pessoas estarão utilizando, ao dia, mil microprocessadores interconectados.

A força física humana é transferida para as máquinas; o sentido auditivo para captadores sonoro e sensores ; o sentido de visão para as máquinas de visão; a inteligência  para os computadores; a reprodução biológica para a engenharia genética e daí para a duplicação da espécie humana em laboratórios, a clonagem.

–         Opções e Riscos

O correio eletrônico sendo usado por milhões no mundo todo, é tão veloz que um documento leva alguns minutos ou segundos – dependendo do sistema usado – para ser transmitido de um continente a outro. É mais barato que chamada telefônica internacional, transmissão de fax e, claro, serviço expresso dos correios.

Dois bilhões de pessoas – mais que um em três indivíduos no mundo – não dispõem de eletricidade. Juntas, a China, a Índia, a Indonésia e a grande maioria das populações dos países africanos e latino – americanos têm menos telefones que o Canadá, com 27 milhões de pessoas.

O CAPITAL NÃO TEM PÁTRIA

O cenário da globalização econômica, que consome e modifica nossas antigas percepções de tempo e espaço, não seria possível sem a desmaterialização do dinheiro com a utilização do valor virtual.

Na nova era do capital globalizado, do capital sem pátria, grupos financeiros de qualquer lugar do planeta realizam dia e noite transferências de dinheiro eletrônico.

Os movimentos de fluxos de capital sempre atenderam a um objetivo essencial: O lucro, a melhor rentabilidade. O capital não tem ideologia, o capital não tem preferência pelo norte ou pelo sul. O capital na era da globalização, mais do que nunca, não tem pátria.

Os estados estão (re)direcionando suas políticas externas para os alvos comerciais, a fim de não perder o fato da globalização, ou pegar um melhor lugar dentro dele.

Nas teias globais, os produtos são combinações internacionais.

A TERRA COMO MORADA COMUM

A relação natureza e sociedade, impõe sua grandiosidade pela diversidade disponibilidade de vida e recursos, mas traz perigos e temor, traduzindo em mitos e retratadosem fatos. Assima natureza pode tanto solicitar, como prejudicar a vida humana e aí estabelecer uma fronteira de “reserva” em relação à vida do homem.

É em sua morada na terra, o homem tem usado e apropriado bens e materiais para satisfazer suas necessidades e fazer crescer seu domínio, e é o que chamamos genericamente de progresso e civilização humana.

Do ponto de vista político, o Estado reforçar o poder do homem, retira a natureza de cena, tratando-a como um cenário exterior. Começa então o planejamento para a exploração da natureza, sem fronteiras; com o uso intenso de ferramentas, cada vez mais sofisticadas e poderosas.

A economia e os economistas, habituados a dar vantagens adicionais ao valor de troca entre coisas, tornaram-se cegos em relação entre eco-nomia e a eco-logia. O resultado aí está: maiores ganhos acumulativos para o mercado e pouco, ou quase nada, para os recursos vitais.

Numa simples imagem, é como se a humanidade se encontrasse dentro de um labirinto, perdida em suas lutas e despeitas políticas, econômicas e sociais, permanecendo assim, cega a um outro eixo, que opõe todos os homens à natureza. Se a luta do homem x homem foi regulada pelo contato social, a relação homem x natureza permanece em suspenso.

A globalização ecológica indica uma nova forma de pensar e de atuar, prevalecendo os interesses dos bens comuns, da humanidade.

Obviamente, para os países em desenvolvimento, a sustentação e o equilíbrio entre o crescimento econômico e o meio ambiente teriam de pressupor a superação da pobreza e do subdesenvolvimento.

Antes os recursos da terra eram vistos como um negócio  em liquidação, hoje a nova concepção inaugura a estratégia do “desenvolvimento sustentável”, ou seja, o desenvolvimento que preencha as necessidades das gerações presentes sem comprometer as gerações futuras.

Mas os problemas globais do maio ambiente ainda estão longe de ser solucionados.

GLOBALIZAÇÃO A OLHO NU

Com a globalização se encaminhando para um novo milênio como enfrentar gigantescos desafios?

São diversos os caminhos hoje propostos. O que temos pela frente dependerá da capacidade de governar esse complexo processo da globalização, que vai dos micros aos macroproblemas.

As propostas e as metas para se encontrar soluções de governar em pleno processo de globalização, estão sendo procuradas e estudadas. Mas para tanto sugere-se que a globalização deva ser governada por valores culturais, necessidades sociais e proteção ecológica e da biosfera.

Na verdade o que se pratica com a globalização é guerra: privada x pública, jovens x velhos, cidadãos x imigrantes, migrantes legal x ilegais, perdendo o sentido de solidariedade humana.

…Um rastilho de ressentimentos com essa globalização poderá ser detonado entre os perdedores contra os ganhadores… faltando apenas alguém para acender o fósforo.

CONCLUSÃO

Fato novo, mas que veio por ondas no longo processo histórico e social, a globalização, defendida e enaltecida por uns, criticada e vilipendida por outros, cumpre sua trajetória no novo milênio.

Globalização confunde-se com mundializaçãa, internacionalização, universialização, constituindo-se no somatório de comandos, aparentemente descentralizados, muitas vezes imperceptíveis ao cidadão comum, entrando em sua vida cotidiana, criando emoções vivas e dilacerantes.

A globalização pode acrescentar perspectivas de governabilidade global, integrando forças, mas também pode caminhar para o desgoverno, despedaçando mais identidades e cultivando choques de civilização e de culturas. Integra o grande mercado de seus bens e serviços, regionais e de blocos sim, mas desintegra formas que pretendem a autonomia nacional, a autorquia dos negócios e a proteção de corpotivismos.

E assim devemos destacar dois aspectos:

O primeiro de natureza geral, é útil para nos guiar na avaliação sobre tudo o processo da globalização. O outro aspecto é saber como se dará a inserção de nações, povos e culturas no processo da globalização, mantendo suas individualidades próprias.

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