O que importa na hora de comprar uma câmera digital?

18/08/2011 at 7:53 pm Leave a comment

Uma década após o início da revolução da fotografia digital, ainda há muitas pessoas que acreditam que mais megapixels são sinônimo de fotos melhores. Mas recursos que ajudem você a fazer fotos de alta-qualidade, inicialização rápida e controles fáceis de usar são mais importantes. Veja o que você deve levar em conta antes de comprar.

O que não importa

Zoom digital: a tecnologia de zoom digital está ficando cada vez melhor, mas funções como “zoom digital”, “zoom aprimorado”, “zoom inteligente” ou outros nomes criativos ainda fazem a mesma coisa de sempre: recortam uma porção do centro da imagem e a redimensionam, o que reduz a resolução e a nitidez da imagem resultante. Você pode fazer a mesma coisa usando um editor de imagens (como o Photoshop ou Gimp), geralmente com resultados melhores.

Zoom óptico, entretanto, é extremamente útil, especialmente para tirar fotos à distância de crianças e animais em seu “habitat” natural, sem recorrer a poses forçadas. 3x é o mínimo encontrado nas câmeras domésticas, 6x já é um bom número.

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Zoom digital não importa. Mas zoom óptico como o de 24x da Panasonic Lumix FZ40 é muito útil

Estabilização digital de imagem: já vimos câmeras com sistemas de estabilização ópticos e mecânicos incrivelmente eficazes. Mas estabilização digital? Não presta.

Esta técnica funciona de duas formas: Nas fotos a câmera pode levar a sensibilidade à luz (ISO) a níveis elevados, possibilitando o uso de uma velocidade menor do obturador, mas com potencial para produzir ruído na imagem. Já nos vídeos ela funciona como o zoom digital, recortando uma porção do centro da imagem e aumentando-a, e usando o restante da cena como um “buffer” para garantir que o centro da imagem pareça sempre estável. Em ambos os casos, a qualidade sofre.

Embora nunca tenhamos ficado impressionados com uma câmera que equipada apenas com estabilização digital, constatamos que câmeras que combinam esta técnica com estabilização mecânica ou óptica são no geral bastante eficientes.

Tamanho e resolução da tela: queira ou não, as câmeras domésticas praticamente não tem mais visores (viewfinders) ópticos, e telas LCD de 3 ou mais polegadas são comuns. Estas telas são ótimas para rever as imagens e fazer a composição das cenas, mas podem drenar a bateria mais rapidamente.

Além disso, um LCD de alta-resolução e pequeno tamanho podem fazer com que suas fotos pareçam melhores do que realmente são, e ocultar defeitos como falta de nitidez. E você só irá notar isso quando descarregar as imagens em seu computador, ou seja, quando já tiver perdido a chance de bater a foto. Nunca confie no preview em tela cheia, sempre amplia as imagens para “tamanho real” no LCD para saber se realmente estão boas ou não. Também não julgue exposição e fidelidade de cor pelo LCD: use a função de Histograma da câmera (consulte o manual).

O que às vezes importa

Megapixels: você não deve ignorar esta medida completamente, mas tenha em mente que ela é muito mais importante no mundo das DSLRs e câmeras de sensores grandes do que nos modelos domésticos.

Muitas pessoas acreditam que o número representa a qualidade da imagem, e que maior é melhor, mas na prática ela é uma simples medida do tamanho da imagem em pixels, e mais importante na hora de calcular o tamanho máximo com o qual ela poderá ser impressa sem perda notável de definição.

Para se ter uma idéia, uma câmera de 3 MP já tem resolução suficiente para impressões no tamanho mais comum, 10 x 15 cm. Muitos megapixels são importantes se você pretende imprimir imagens em grandes formatos (como pôsteres), ou pretende recortar e ampliar porções de uma imagem. Nesse caso, uma imagem maior lhe dá mais flexibilidade e uma margem maior para trabalhar com segurança.

camera_mergulhoes-360px.jpg

Feita com uma câmera de 12 MP, esta foto pode ser impressa em
até 33 x 25 cm sem perda nenhuma de resolução (clique para ampliar)

Em câmeras com sensores pequenos, como as câmeras domésticas ou as de celulares, resoluções altas demais podem levar a fotos com muito ruído, e resultam em arquivos maiores, o que diminui o número de imagens que você pode armazenar no cartão de memória e limita sua habilidade de compartilhá-las via e-mail ou redes sociais sem ter de redimensioná-las em um editor de imagens antes. Apenas as câmeras DSLR tem óptica poderosa e sensores do tamanho necessários para realmente capturar imagens de alta qualidade em alta resolução.

Gravação de vídeo em alta-definição: você pode se interessar por uma câmera porque ela grava vídeo em “alta-definição”, mas nem todos os vídeos de alta-definição tem a mesma qualidade, mesmo os em “Full HD” (1080p). De forma similar aos megapixels, 720p e 1080p são simplesmente referências ao número de linhas horizontais na imagem. A qualidade da imagem depende de outros fatores como a taxa de dados (bitrate), número de quadros por segundo (framerate), qualidade da lente e do sensor, algoritmo usado na compressão das imagens (codec),  e muitas outras variáveis.

A qualidade de vídeo é difícil de quantificar e generalizar. Já vimos tanto câmeras domésticas quanto DSLRs que gravam ótimos clipes, mas também muitos modelos que desapontam. Nossa sugestão é gravar um pequeno clipe na loja e pedir para o vendedor reproduzí-lo numa TV de alta-definição. Se isso não for possível, procure na internet por reviews que contenham amostras do vídeo, a maioria dos sites especializados faz isso. Pesquise por algo como “nome_da_camera video sample”

ISO: este é outro número que vale muito mais no mundo das DSLRs. A maioria das câmeras domésticas atuais tem níveis de sensibilidade à luz assombrosos – geralmente até ISO 6400 ou ISO 12800 – mas seus pequenos sensores se aquecem rapidamente, o que adiciona muito ruído à imagem a partir de ISO 400. DSLRs podem ligar com ISO alto de forma muito mais eficaz, graças em parte aos sensores com maior superfície.

Se fotos sob pouca luz e cenas de ação (como esportes) são importantes para você, então uma DSLR com ISO alto será uma boa escolha. Mas se você quer uma câmera doméstica, procure um modelo com um “modo noturno” especializado, que faça mais do que simplesmente aumentar o ISO.

O que sempre importa

Botões para controle manual: se você quer levar a fotografia a sério, não precisa começar comprando uma DSLR. Você pode economizar dinheiro e ainda aprender muito comprando uma câmera compacta com controles manuais completos de abertura, obturador, foco e compensação de exposição. É uma boa idéia experimentar com estas opções para ganhar experiência antes de gastar uma boa grana em uma DSLR.

Uma câmera com botões manuais e seletores é uma boa idéia por algumas razões: eles tornarão o uso de uma DSLR mais intuitivo, e os controles manuais baseados em telas de toque ainda não estão em sua melhor forma.

Inicialização rápida e modo “burst”: o atraso do obturador não é mais um problema. No geral, todas as câmeras focam rapida e automaticamente assim que você pressiona o botão do obturador pela metade, e batem a foto imediatamente em sequência.

Ainda assim, as câmeras modernas às vezes lhe fazem perder uma foto de algumas formas: uma inicialização lenta é uma delas: a câmera “demora para ligar” e até ela estar pronta o momento já passou. Procure câmeras que estejam prontas para fotografar em cerca de um segundo e meio.

O “modo burst” ou “modo contínuo” é outro fator injustamente ignorado. Mesmo que você não seja um fotógrafo de esportes ou ação, a capacidade se segurar o botão do obturador e fotografar continuamente podem ajudá-lo a capturar a imagem perfeita de um bichinho de estimação hiperativo ou um bebê inquieto. O ideal é um modo contínuo de 3 fotos por segundo ou mais, mas tenha em mente que neste modo algumas câmeras reduzem a resolução da imagem para aumentar a velocidade de processamento.

Recursos que atendam às suas necessidades: não faz sentido comprar uma Ferrari se você só precisa de um carro para levá-lo até a padaria a 60 Km/h. Da mesma forma, a coisa mais importante a levar em conta antes de comprar uma câmera é como você irá usá-la e quais os recursos que melhor atendem às suas necessidades (e seu bolso).

Quem gosta de fotografar esportes ou a animais silvestres precisa de zoom com longo alcance e um modo contínuo rápido. Se você quer levar a câmera nas férias, estará melhor servido com um modelo resistente que seja capaz de fotografar debaixo da água, ou com um GPS capaz de marcar automaticamente o local onde as fotos foram tiradas.

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A Sony Alpha NEX-5 é um exemplo de câmera compacta com lentes intercambiáveis

Se você quer uma câmera de alta-qualidade, porém mais portátil que uma DSLR, procure uma câmera compacta com lentes intercambiáveis ou uma câmera doméstica com controles manuais. E se você quer algo substancialmente melhor que a câmera de um celular, procure por um modelo com controles manuais, um modo contínuo rápido ou um zoom acima da média.

A boa notícia é que câmeras digitais tendem a manter seu valor por muito mais tempo que outros eletrônicos. Na hora de um upgrade, você provavelmente poderá cobrir boa parte do custo da câmera nova vendendo a antiga. Basta cuidar bem dela.

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O que não importa Velocidade de impressão: os números anunciados pela maioria dos fabricantes deveriam ser indicativos que quanto tempo uma impressão irá demorar, mas geralmente eles são calculados usando métodos que não refletem as condições de uso no mundo real. Por exemplo, a impresora pode estar em um modo “rascunho” durante o teste, o que resulta em maior velocidade, embora a maioria das pessoas imprima em modo normal. Ou o fabricante pode omitir o tempo necessário para imprimir a primeira página, já que isso inclui um atraso por causa do processamento da imagem. Infelizmente, este mesmo atraso é uma realidade inevitável no dia-a-dia de qualquer usuário. Há métodos mais realistas de cálculo da velocidade de impressão, como a norma 24734 do ISO/IEC, chamada “Laser Quality Print Speed” (Velocidade de Impressão com Qualidade de Laser), que imprime em modo padrão e inclui o tempo necessário para produção da primeira página. Infelizmente, os fabricantes quase nunca incluem estes números em seu material de divulgação. O que às vezes importa Ciclo mensal: este número indica a carga de trabalho que uma impressora pode aguentar, e é importante para empresas ou usuários que exigem mais de suas máquinas. Algumas impressoras de baixo volume, como a que você provavelmente tem em casa, sequer tem um ciclo mensal definido. Se a impressora tem um ciclo mensal de, digamos, 20 mil páginas, você pode estar certo de que ela foi feita para pegar pesado. Mas você não usa seu carro na potência máxima o tempo todo, e não irá fazer isso com sua impressora: o volume real que você deve esperar é apenas uma fração do ciclo indicado, entre 10 a 25%. Resolução de impressão: a verdadeira resolução de uma impressora se tornou menos importante à medida em que os fabricantes manipulam o tamanho, posição e forma dos pontos que compõem a imagem para aumentar sua qualidade sem ir além da resolução mais comum de 600 x 600 dpi (dots per inch, ou pontos por polegada). Se você encontrar palavras como “otimizada”, interpolada” ou “até” ao lado do número, pode ter certeza de que ele foi manipulado. Se você encontrar uma impressora capaz de realmente atingir uma resolução de 1200 x 1200 dpi, algo que ainda é raridade hoje em dia, irã notar que ela é capaz de produzir texto e imagens notavelmente mais nítidos. Resolução do scanner: encontrada em multifuncionais, e assim como a resolução de impressão pode ser manipulada. Para conhecer o valor real procure o termo “resolução óptica”, mas tenha em mente que para a maioria dos usos uma resolução de 300 dpi é suficiente. Ir além disso resulta em mais tempo para escanear uma página, arquivos maiores e uma imagem que não é necessariamente melhor. Novamente, se você encontrar as palavras “otimizada”, interpolada” ou “até” ao lado do número, pode ter certeza de que ele foi manipulado. O que realmente importa Duplexação automática: uma impressora com este recurso é capaz de imprimir nos dois lados de uma página automaticamente, o que economiza papel e dinheiro. A duplexação manual (geralmente auxiliada por avisos na tela ou na impressora dizendo como e quando virar o papel) é melhor que nada, mas a maioria das pessoas a considera um incômodo. Rendimento por página: todos os cartuchos de tinta e toner tem um número que indica quantas páginas podem ser impressas antes que eles se esgotem. Este número costumava variar muito, mas esforços de padronização por entidades como o ISO/IEC ajudaram a torná-los comparáveis. Ainda assim, os resultados podem variar, dependendo do que você costuma imprimir e com que frequência. Sabendo o rendimento, fica fácil calcular o custo por página de um cartucho. Basta dividir seu preço pelo número de páginas. Ou seja, um cartucho preto de R$ 39,90 que imprime 200 páginas tem custo por página de aproximadamente R$ 0,20. Leve isso em conta na hora de comprar uma impressora: um modelo com custo por página menor resulta em economia a longo prazo. Cartucho completo ou “starter”: muitas impressoras baratas vem equipadas com cartuchos de tinta ou toner em tamanho “starter”, que tem menor capacidade do que os cartuchos vendidos separadamente: alguns são suficientes para apenas 10 ou 20 páginas. Muitas vezes eles são anunciados como “brinde”, sem que a diferença seja especificada. Ou seja, logo logo você precisará comprar cartuchos novos, e o barato acaba saindo mais caro. Por exemplo, se uma impressora jato de tinta usa 4 cartuchos (preto, magenta, ciano e amarelo) e cada um custa R$ 34,90, em pouco tempo você precisará desembolsar mais R$ 139,60 para continuar imprimindo. Leve isso em conta na hora de comparar os preços. Melhore suas fotos noturnas – Acabe com as “trevas” usando um editor de imagens no PC e estas técnicas simples

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