O que importa na hora de comprar um PC?

18/08/2011 at 7:47 pm Leave a comment

Em todos os tipos de produtos há características que são enfatizadas pelos fabricantes e vendedores, mas que na verdade não tem muita importância para a maioria das pessoas. Muitas delas são importantes só em um contexto mas não em outros, e algumas características realmente importantes às vezes não recebem atenção.

Computadores, sejam desktops ou notebooks, não são diferentes. Antes de gastar seu rico dinheirinho em um novo modelo com um processador de “trocentos gigahertz”, leve em conta as informações neste artigo. Aqui mostramos quais as características que você pode ignorar, quais são importantes em determinadas situações, e quais você deve procurar em sua próxima máquina.

O que não importa

Pequenas diferenças no clock (“velocidade”) do processador: um processador de 2.6 GHz com certeza será mais rápido que um modelo de 1.2 GHz, mas você não deve pagar a mais por diferenças pequenas. Na prática, você não conseguirá notar a diferença entre um processador Core i5 de 2.3 GHz e um de 2.5 GHz, portanto não se preocupe com isso.

Velocidade da RAM: Essa informação às vezes aparece nas fichas técnicas de alguns fabricantes, mas não é comum. Assim como nos processadores, mais rápido é melhor, mas no dia-a-dia a diferença entre pentes de memória que operam a 1066 ou 1333 MHz é praticamente nenhuma.

Velocidade de gravação de discos DVD ou Blu-Ray: mesmo que você seja um dos poucos que ainda lida frequentemente com mídia física, terá dificuldade em encontrar uma unidade óptica que tenha uma vantagem considerável na velocidade de gravação. Se você vai gravar um disco, terá de esperar um pouco, não importa se o gravador funciona  6x ou 10x. E todos eles tocam filmes do mesmo jeito.

O que às vezes importa

Placas 3D (GPUs) com toneladas de memória: tudo o que você quer é assistir a alguns filmes em Blu-ray e vídeos em HD no YouTube? Então não faz sentido investir em uma GPU, mesmo um modelo mediano, com 1 ou 2 GB de RAM. A placa de vídeo que veio com seu computador provavelmente é mais do que suficiente para a tarefa, especialmente se ele foi fabricado nos últimos dois anos, ou se é um novo computador com processadores Intel Core de segunda geração (família Sandy Bridge) ou AMD Fusion.

Jogos são a exceção. Nesses casos a placa de vídeo que veio com seu computador provavelmente não dará conta do recado, e uma GPU mais sofisticada com 1 GB de RAM irá ter desempenho melhor que um modelo de 512 MB ou 256 MB. Modelos com 2 GB são praticamente uma categoria à parte, exclusividade de entusiastas que exigem o máximo em desempenho nos jogos e não se acanham em gastar quase R$ 1.000 pra isso.

Quantidades enormes de memória de vídeo só são realmente úteis em gráficos de qualidade muito alta em telas de resolução muito alta. Um processador de vídeo mais rápido com menos RAM irá sempre ter melhor desempenho que um processador inferior com muita RAM.

Processadores quad-core: no mundo dos notebooks um processador dual-core (com dois núcleos) provavelmente terá desempenho melhor que um quad-core (com quatro núcleos) para a maioria dos aplicativos do dia-a-dia utilizados pela maioria dos usuários. Um processador dual-core geralmente opera a uma frequência (clock) mais alta, e a maioria dos aplicativos de uso geral (como editores de texto e navegadores) não faz bom uso de um processador com quatro núcleos.

Mas se você faz muita edição de vídeo, computação científica ou cálculos de engenharia, então um processador quad-core é o ideal. Se você quiser comprar uma máquina “pronta para o futuro”, tenha em mente que os aplicativos “multithreaded” (capazes de executar várias tarefas em paralelo, tirando proveito dos múltiplos núcleos de um processador moderno) estão se tornando comuns, e seu PC conseguirá fazer mais coisas ao mesmo tempo se tiver mais poder de processamento.

Brilho da tela de um notebook: uma tela brilhante demais em um notebook irá esgotar a bateria rapidamente. Uma tela de 300 nits (a medida de brilho de uma tela) é tão brilhante que chega a incomodar os olhos, e a maioria dos usuários, de qualquer forma, diminui o brilho de suas telas.

O brilho é realmente importante para as pessoas que usam seus notebooks ao ar livre. Nesse caso, quanto mais brilhante a tela, melhor.

O que realmente importa

Quantidade de RAM: quanto mais melhor, sempre. Um netbook com 2 GB de RAM será muito mais “esperto” que um modelo com 1 GB. Se você quer o melhor em desempenho e pretende trabalhar com muitos programas abertos ao mesmo tempo (ou dezenas de abas simultâneamente no navegador), não aceite menos que 4 GB, e máquinas com 6 ou 8 GB não são uma má idéia se você pagar o preço.

Um HD espaçoso e rápido: a “velocidade” de um HD é medida em rotações por minuto (RPM). Quanto mais rápido o disco onde os dados estão armazenados gira, mais rápido o computador pode chegar até eles e maior a velocidade de transferência. Um PC equipado com um HD de 7.200 rpm será notavelmente mais rápido que uma máquina similar com um disco de 5.400 rpm na hora de carregar o sistema operacional, abrir aplicativos e copiar arquivos.

Quanto ao espaço em disco, qual o sentido de ter um “super” PC se não cabe nada dentro dele? Espaço em disco está cada vez mais barato, e discos de 3 TB estão começando a aparecer nas lojas. Na prática, não aceite nada menor que 500 GB, e procure modelos com discos de 640 GB ou 1 TB se puder pagar a diferença (que não deve ser muito grande).

Discos de estado sólido (SSDs) ainda são raros por aqui e tem capacidade limitada, modelos de 128 GB ou 256 GB são os mais comuns, mas ainda assim caros. Entretanto eles podem causar uma diferença notável no desempenho da máquina, reduzindo drasticamente o tempo necessário para o boot e carga dos aplicativos.

Se você puder, invista nesta tecnologia. Mesmo um SSD menor, como um modelo de 64 GB, pode ser útil: coloque o sistema operacional nele, e deixe seu HD tradicional para os arquivos grandes como filmes, fotos e músicas.

Peso: mesmo pequenas diferenças no peso podem fazer um grande diferença quando você está carregando a máquina o dia todo por aí. A diferença de peso entre um máquina de 1,5 Kg e uma de 2,2 Kg pode não parecer tão grande, mas acredite: no final do dia ela será imensa.

Autonomia de bateria: quanto mais melhor, mas tenha cuidado. Fabricantes costumam relatar números de autonomia de bateria obtidos sob “condições ideais”, que você raramente irá encontrar no dia a dia (Wi-Fi desabilitado, brilho da tela em 25%, apenas um aplicativo rodando, etc). Para ter uma idéia da autonomia real, pegue o número informado pelo fabricante e reduza-o em 20%.

Ou seja, uma bateria com autonomia de “3 horas” vai durar na verdade menos de duas horas e meia. Não aceite nenhuma máquina com autonomia menor do que três horas, especialmente se viaja muito e precisa fazer uso constante dele. Não há nada pior do que ficar caçando uma tomada no aeroporto a cada 2 horas só para poder continuar trabalhando. Quer dizer, há sim: ficar sem bateria durante o vôo e não conseguir terminar uma apresentação ou relatório.

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Próxima versão do Ubuntu terá Linux 3.0 e Thunderbird O que não importa Velocidade de impressão: os números anunciados pela maioria dos fabricantes deveriam ser indicativos que quanto tempo uma impressão irá demorar, mas geralmente eles são calculados usando métodos que não refletem as condições de uso no mundo real. Por exemplo, a impresora pode estar em um modo “rascunho” durante o teste, o que resulta em maior velocidade, embora a maioria das pessoas imprima em modo normal. Ou o fabricante pode omitir o tempo necessário para imprimir a primeira página, já que isso inclui um atraso por causa do processamento da imagem. Infelizmente, este mesmo atraso é uma realidade inevitável no dia-a-dia de qualquer usuário. Há métodos mais realistas de cálculo da velocidade de impressão, como a norma 24734 do ISO/IEC, chamada “Laser Quality Print Speed” (Velocidade de Impressão com Qualidade de Laser), que imprime em modo padrão e inclui o tempo necessário para produção da primeira página. Infelizmente, os fabricantes quase nunca incluem estes números em seu material de divulgação. O que às vezes importa Ciclo mensal: este número indica a carga de trabalho que uma impressora pode aguentar, e é importante para empresas ou usuários que exigem mais de suas máquinas. Algumas impressoras de baixo volume, como a que você provavelmente tem em casa, sequer tem um ciclo mensal definido. Se a impressora tem um ciclo mensal de, digamos, 20 mil páginas, você pode estar certo de que ela foi feita para pegar pesado. Mas você não usa seu carro na potência máxima o tempo todo, e não irá fazer isso com sua impressora: o volume real que você deve esperar é apenas uma fração do ciclo indicado, entre 10 a 25%. Resolução de impressão: a verdadeira resolução de uma impressora se tornou menos importante à medida em que os fabricantes manipulam o tamanho, posição e forma dos pontos que compõem a imagem para aumentar sua qualidade sem ir além da resolução mais comum de 600 x 600 dpi (dots per inch, ou pontos por polegada). Se você encontrar palavras como “otimizada”, interpolada” ou “até” ao lado do número, pode ter certeza de que ele foi manipulado. Se você encontrar uma impressora capaz de realmente atingir uma resolução de 1200 x 1200 dpi, algo que ainda é raridade hoje em dia, irã notar que ela é capaz de produzir texto e imagens notavelmente mais nítidos. Resolução do scanner: encontrada em multifuncionais, e assim como a resolução de impressão pode ser manipulada. Para conhecer o valor real procure o termo “resolução óptica”, mas tenha em mente que para a maioria dos usos uma resolução de 300 dpi é suficiente. Ir além disso resulta em mais tempo para escanear uma página, arquivos maiores e uma imagem que não é necessariamente melhor. Novamente, se você encontrar as palavras “otimizada”, interpolada” ou “até” ao lado do número, pode ter certeza de que ele foi manipulado. O que realmente importa Duplexação automática: uma impressora com este recurso é capaz de imprimir nos dois lados de uma página automaticamente, o que economiza papel e dinheiro. A duplexação manual (geralmente auxiliada por avisos na tela ou na impressora dizendo como e quando virar o papel) é melhor que nada, mas a maioria das pessoas a considera um incômodo. Rendimento por página: todos os cartuchos de tinta e toner tem um número que indica quantas páginas podem ser impressas antes que eles se esgotem. Este número costumava variar muito, mas esforços de padronização por entidades como o ISO/IEC ajudaram a torná-los comparáveis. Ainda assim, os resultados podem variar, dependendo do que você costuma imprimir e com que frequência. Sabendo o rendimento, fica fácil calcular o custo por página de um cartucho. Basta dividir seu preço pelo número de páginas. Ou seja, um cartucho preto de R$ 39,90 que imprime 200 páginas tem custo por página de aproximadamente R$ 0,20. Leve isso em conta na hora de comprar uma impressora: um modelo com custo por página menor resulta em economia a longo prazo. Cartucho completo ou “starter”: muitas impressoras baratas vem equipadas com cartuchos de tinta ou toner em tamanho “starter”, que tem menor capacidade do que os cartuchos vendidos separadamente: alguns são suficientes para apenas 10 ou 20 páginas. Muitas vezes eles são anunciados como “brinde”, sem que a diferença seja especificada. Ou seja, logo logo você precisará comprar cartuchos novos, e o barato acaba saindo mais caro. Por exemplo, se uma impressora jato de tinta usa 4 cartuchos (preto, magenta, ciano e amarelo) e cada um custa R$ 34,90, em pouco tempo você precisará desembolsar mais R$ 139,60 para continuar imprimindo. Leve isso em conta na hora de comparar os preços.

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