Bulgária

10/08/2011 at 5:16 pm Leave a comment

 

Apesar da influência turca, que deixou raízes em cinco séculos de dominação, o país das rosas, como é conhecida a Bulgária, se acha estreitamente vinculado à Rússia e aos demais países da Europa oriental, por laços históricos e culturais.

A Bulgária situa-se na península balcânica, onde ocupa uma superfície de 110.912km2, com forma aproximadamente retangular. Limita-se ao norte com a Romênia, a leste com o mar Negro, ao sul com a Turquia e a Grécia e a oeste com a Iugoslávia e a Macedônia.

 

Geografia física

Geologia e relevo. O relevo búlgaro é dominado por duas cadeias montanhosas paralelas, orientadas de oeste para leste, que cortam o país da fronteira com a Iugoslávia até o mar Negro. Entre ambas se estende uma região de planícies e extensos vales, a antiga Trácia, onde se acham as principais fontes de riquezas e as maiores concentrações demográficas do país. A cadeia montanhosa que confina a Trácia pelo norte é a Stara Planina, ou cordilheira dos Balcãs, cuja largura não chega a cinqüenta quilômetros, mas que em alguns lugares atinge mais de dois mil metros de altura (Botev, 2.376m; Triglav, 2.276m).

No sul do país, os Antibalcãs formam paisagens montanhosas de estrutura complexa e em geral mais elevadas que os Balcãs. Constituem a fronteira com a Iugoslávia e com a Grécia. O maciço de Vitosha, a pouca distância de Sofia, alcança 2.290m, enquanto o ponto culminante, o pico Musala, com 2.925m, fica na cordilheira de Rila. A cordilheira de Pirin atinge 2.914m no pico de Vikhren, e os montes Ródope, 2.191m no Goliam Perelik. Ao norte dos Balcãs, o terreno baixa em suave declive para as margens do Danúbio, que corre paralelamente à cordilheira, a cerca de cem quilômetros ao norte.

Clima. Na maior parte da Bulgária, o clima é do tipo continental, e invernos rigorosos, com nevascas freqüentes, alternam-se com verões tórridos. Na planície da Trácia, é sensível a influência do Mediterrâneo e nas proximidades do mar Negro o clima torna-se mais ameno. As precipitações nas planícies são modestas (entre 400 e 600mm anuais), enquanto nas montanhas chegam a mais de 1.200mm, muitas vezes com neve. A máxima freqüência de chuvas é na primavera.

Os verões quentes permitem o cultivo de espécies semitropicais, como o algodão e o arroz. O rigor do inverno, porém, dificulta o crescimento de espécies mediterrâneas, como a oliveira, que só é abundante nas costas do mar Negro.

Hidrografia. O território da Bulgária divide-se em quatro grandes bacias. Ao norte dos Balcãs, numerosos rios com amplos vales transversais à cordilheira são afluentes do Danúbio. Todos nascem na cadeia Balcânica, salvo o Iskur, que, oriundo do maciço de Rila, alcança a depressão onde está a capital do país e atravessa as montanhas por um estreito vale, até chegar à planície do Danúbio. Entre os Balcãs e os Antibalcãs, a planície da Trácia é banhada pelo Maritsa e seus afluentes, dos quais o mais caudaloso é o Arda, que recolhe suas águas da vertente setentrional dos montes Ródope. Ambos os rios se unem na fronteira da Grécia com a Turquia, antes de desembocar no Mediterrâneo. Cavando seus vales nos Antibalcãs, o Struma e o Mesta rumam para o sul, até desaguar na costa grega do mar Egeu. Vários rios menores lançam-se diretamente no mar Negro.

Flora e fauna. Bosques de coníferas cobrem uma terça parte do território búlgaro, sobretudo nas zonas montanhosas, enquanto uma vegetação de estepe, semelhante à russa, caracteriza a planície do Danúbio. O governo mantém um programa de reflorestamento para compensar as perdas acarretadas pelas guerras e pela rotação das culturas.

A fauna búlgara se compõe de animais próprios das diversas zonas biogeográficas do centro da Europa. Ursos, cervos, lobos, leopardos etc. se encontram em estado selvagem em reservas naturais.

População

Cerca de 85% da população é búlgara, existindo uma importante minoria turca (8%) e grupos macedônios, judeus, ciganos, armênios, gregos e romenos. A língua oficial é o búlgaro, do grupo eslavo meridional, introduzida pelas populações que se instalaram na região no século VI. Na composição étnica predomina o grupo eslavo, mesclado parcialmente com os elementos trácios preexistentes e com populações trazidas pelo domínio turco. A população se distribui de forma muito irregular, sendo escassa nas zonas montanhosas e densa nas planícies e vales. Na segunda metade do século XX o crescimento da população era moderado, mas houve êxodo do campo para as cidades.

Plovdiv é a capital da Trácia, e nela se situam numerosas indústrias metalúrgicas, têxteis e de conservas. Varna e Burgas são importantes centros industriais e portuários na costa do mar Negro. Veliko Turnovo, ao norte dos Balcãs, é uma das capitais históricas do país, enquanto Ruse constitui um importante porto fluvial e o centro de comunicações da Bulgária com o norte e o leste da Europa. Sofia, a capital do país, é também uma encruzilhada de comunicações e o maior centro comercial e industrial do país. (Para dados demográficos, ver DATAPÉDIA.)

Economia

Com o fim da segunda guerra mundial, a Bulgária adotou um sistema socialista de economia estatizada, baseada no modelo soviético. Houve planos qüinqüenais, coletivização agrária e desenvolvimento acelerado da indústria pesada. O país deixou de ser subdesenvolvido. Mas apesar dos aumentos da produção, o crescimento econômico cedeu a partir da década de 1960, como nos demais países socialistas. O modelo econômico persistiu até fins da década de 1980, quando se deram o colapso do comunismo e a desintegração do império soviético.

Agricultura e pecuária. A agricultura búlgara atingiu um grau considerável de mecanização e está voltando gradualmente ao controle privado. Criaram-se muitas represas e canais de irrigação. As principais culturas são trigo, cevada, milho, forragens, algodão, tabaco, hortaliças e frutas. É tradição búlgara o cultivo industrial de roseiras, utilizando-se as rosas para diversos fins, que vão desde a fabricação de doces até a extração de essências para perfumes.

A criação de gado, sobretudo ovino e suíno, reveste-se de grande importância econômica e a exploração das grandes áreas florestais das zonas montanhosas é intensa. A pesca fluvial e marítima não está muito desenvolvida.

Mineração e indústria. Na costa norte do mar Negro se extraem petróleo e gás natural. O ferro, o cobre, o zinco e outros metais são explorados em quantidades expressivas. No vale do Maritsa há jazidas de linhita, usada para a obtenção de energia elétrica em centrais térmicas.

Graças à concentração dos investimentos no setor secundário, as indústrias siderúrgicas de fertilizantes, de cimento, química, mecânica e de papel e celulose desenvolveram-se consideravelmente; são também importantes as indústrias de tecidos e produtos alimentícios.

Comércio e transporte. As transações com o exterior diversificaram-se bastante após a extinção do bloco socialista. O comércio com o Ocidente intensificou-se. Também se desenvolveu um importante setor turístico, baseado sobretudo nos balneários do mar Negro e nos esportes de inverno.

O país conta com uma densa rede de ferrovias e de estradas, que foram importantes para a expansão industrial. O turismo e o transporte internacional são favorecidos pela rota que une a Iugoslávia à Turquia, passando por Sofia. A navegação pelo Danúbio, onde se destacam os portos de Ruse e Lom, é intensa. O comércio exterior serve-se em grande parte dos portos marítimos de Varna e Burgas. Além disso, o país conta com aeroportos internacionais em Sofia, Varna e Burgas. (Para dados econômicos, ver DATAPÉDIA.)

 

História

As primitivas populações trácias formavam parte do império de Alexandre o Grande. No início da era cristã, o território da Bulgária foi integrado ao Império Romano. No século IV godos e hunos ocuparam por algum tempo a região; e dois séculos depois, tribos eslavas ali se estabeleceram definitivamente. Os protobúlgaros, nômades de origem turca, procedentes do norte do Cáucaso, radicaram-se em Moesia, no nordeste da atual Bulgária, em fins do século VII e, unindo-se aos eslavos e aos primitivos habitantes da região, formaram uma confederação que chegou a ser reconhecida pelo imperador bizantino Constantino IV.

O estado búlgaro. O império búlgaro constituiu-se no ano 681 às expensas do império bizantino. No século IX, sob Bóris I, o país converteu-se ao cristianismo e adotou o alfabeto cirílico. Sobreveio, porém, uma decadência e o império bizantino recuperou a Bulgária em começos do século XI. Em 1185 os búlgaros se revoltaram e sacudiram o domínio bizantino na batalha de Turnovo. O segundo império búlgaro estendia-se inicialmente entre os Balcãs e o Danúbio, mas no século XIII ampliou seus limites até os mares Egeu e Adriático. Um novo período de decadência facilitou a conquista do país pelos turcos, consumada em 1396.

Domínio turco. O império otomano dominou a Bulgária durante quase cinco séculos. O país, submetido a um sistema feudal cuja nobreza era turca, não passou pelas transformações que se produziram na Europa central e ocidental. A maioria da população continuou fiel ao cristianismo, mas uma forte corrente migratória muçulmana de origem asiática veio estabelecer-se nas planícies, nas cidades e nos enclaves estratégicos. Numerosos búlgaros deixaram o país, refugiando-se primeiro na Romênia e na Hungria e, depois, na Rússia. Freqüentes rebeliões contra os turcos foram esmagadas.

Renascimento da nacionalidade búlgara. Ao longo do século XVIII, deu-se um processo de revitalização da cultura búlgara, liderado pela igreja ortodoxa local, que encorajava a resistência contra o domínio turco e contra a influência religiosa e cultural da Igreja Ortodoxa Grega. No século XIX, formaram-se sociedades patrióticas secretas e surgiram diversos movimentos de rebelião em prol da independência.

A insurreição de 1876 foi duramente reprimida, provocando a intervenção do império russo, que derrotou os turcos na guerra de 1877-1878. O pan-eslavismo tinha chegado ao auge e a Rússia era considerada por muitos búlgaros como uma “irmã maior”. Com o tratado de paz de San Stefano, de março de 1878, constituiu-se a Grande Bulgária, principado autônomo que incluía a Macedônia. Esse principado desmembrou-se em julho daquele mesmo ano, com o Congresso de Berlim, que fez eco à desconfiança das potências européias. Formou-se então, entre o Danúbio e as montanhas balcânicas, o principado da Bulgária, que era praticamente independente, mas mantinha um vínculo formal com o império otomano.

A parte sul do país serviu de base para a formação da província turca autônoma da Rumélia, e a Macedônia ficou sob o domínio direto da Turquia. Em 1885, a Bulgária e a Rumélia reunificaram-se e em 1908 o país declarou-se independente do estado turco, e seu príncipe governante recebeu o título de czar.

As guerras do século XX. Em 1912, a Bulgária formou com a Sérvia, a Grécia e Montenegro a Liga Balcânica, que derrotou a Turquia na primeira guerra dos Balcãs (1912-1913). Houve desentendimentos na partilha dos territórios tomados aos turcos, e deflagrou-se uma nova guerra, dessa vez entre a Bulgária e seus antigos aliados, além da Romênia e da Turquia. Na Paz de Bucareste, de agosto de 1913, a Bulgária teve de ceder parte de seus territórios à Romênia, à Sérvia e à Grécia.

Em 1915, a Bulgária entrou na primeira guerra mundial a favor das potências centrais, o que provocou, no final do conflito, a sublevação de uma parte do exército e a abdicação do czar, Fernando de Saxe-Coburgo, em favor de seu filho Bóris III. Pelo tratado de paz firmado em 27 de novembro de 1919, a Bulgária teve de entregar diversos territórios fronteiriços, além de perder seu acesso ao Mediterrâneo. Teve também de desarmar seus exércitos e contraiu vultosas dívidas de guerra.

No pós-guerra iniciou-se um período de instabilidade política sob o governo do partido majoritário, a União Popular Agrária Búlgara, de cunho reformista. Em 9 de junho de 1923, os conservadores deram um golpe de estado, em que foi assassinado o líder da União Popular, Alexander Stamboliyski. Em junho de 1931, as urnas conduziram ao poder uma coligação reformista, afastada por um novo golpe de direita em 19 de maio de 1934. O czar Bóris III consolidou seu poder quando a Bulgária aproximou-se da Alemanha nacional socialista. Graças à intervenção de Viena (7 de setembro de 1940), a Romênia cedeu à Bulgária a Dobruja meridional, o chamado quadrilátero de Silistra.

Dando seqüência a sua política germanófila, o governo búlgaro, em março de 1941, aderiu ao Eixo e em 14 de dezembro do mesmo ano declarou guerra ao Reino Unido e aos Estados Unidos, mas não à União Soviética. Embora oficialmente aliada, a Bulgária foi ocupada pelo Exército alemão, o que motivou, a partir da entrada da União Soviética na guerra, a organização de guerrilhas.

O czar Bóris morreu em circunstâncias obscuras em 28 de agosto de 1943, assumindo o governo um conselho de regência, porque o príncipe-herdeiro Simeon só tinha seis anos de idade. No verão de 1944 os governantes búlgaros tentaram negociar a paz em separado com os aliados. A 5 de setembro daquele ano a União Soviética declarou guerra à Bulgária. Deu-se, então, uma insurreição popular que coincidiu com a entrada das tropas russas no país. Em 10 de setembro, o governo revolucionário da Frente Patriótica, integrado por comunistas, camponeses, social-democratas e outros grupos, declarou guerra à Alemanha. Assim, a Bulgária manteve suas fronteiras intactas, ao término do conflito.

A Bulgária depois de segunda guerra mundial. Após o plebiscito de 8 de setembro de 1946, foi promulgada uma nova constituição que declarou a Bulgária república popular. Assumiu como chefe de governo o comunista Georgi Dimitrov, que morreu três anos depois. Até 1956, a política oficial foi rigorosamente stalinista. A partir daí, o país acompanhou a União Soviética em um longo processo de liberalização. Deram-se os primeiros passos para a instauração de um sistema democrático na Bulgária em 1989, quando o presidente Todor Jivkov foi expulso do Partido Comunista, que no ano seguinte passou a ser designado Partido Socialista da Bulgária. Em 1991, começou a abertura da economia e entrou em vigor uma nova constituição que incluía medidas democráticas. Nas eleições parlamentares de outubro do mesmo ano, a União das Forças Democráticas conquistou o poder.

Instituições políticas

Após décadas de regime comunista, a constituição promulgada em 1991 definiu a Bulgária como um “estado democrático, constitucional e social”, sendo o presidente eleito a cada cinco anos. Os candidatos deveriam residir no país há pelo menos cinco anos (tal disposição bloqueava qualquer tentativa de candidatura do exilado czar Simeon II). O poder legislativo ficou a cargo da Grande Assembléia Nacional, e o executivo passou a ser representado pelo conselho de ministros.

Sociedade

Apesar de seu lento desenvolvimento econômico, a Bulgária possui um sistema educacional e previdenciário de relativa eficácia. A renda e o nível de consumo dos búlgaros, porém, são baixos em relação aos dos habitantes de outros países industrializados de história econômica semelhante a sua, como a República Tcheca e a Hungria.

Como nos demais países balcânicos, a presença de minorias importantes constitui historicamente um fator de instabilidade social. Depois da segunda guerra mundial muitos turcos e judeus deixaram a Bulgária. Além disso, muitos búlgaros vivem nos estados limítrofes.

A religião tradicional dos búlgaros é a cristã ortodoxa. A igreja búlgara é autocéfala, com sede patriarcal em Sofia. Existe também uma minoria muçulmana. (Para os dados sobre sociedade, ver DATAPÉDIA.)

Cultura

Literatura. O búlgaro foi a primeira língua eslava a ter uma literatura escrita nacional. Os discípulos dos missionários Cirilo e Metódio, sediados em Preslav, capital do primeiro império búlgaro, desenvolveram um intenso trabalho de evangelização. Muitas obras religiosas foram traduzidas para o idioma eslavo ou nele escritas diretamente, graças à criação do alfabeto cirílico, baseado no grego. A conquista turca deu origem a uma corrente de exilados, e estendeu a expressão escrita a outros povos eslavos, como os sérvios e os russos. No século XVIII, deu-se o renascimento da literatura escrita em búlgaro, que começou com a História dos eslavos búlgaros, publicada em 1762 por um monge búlgaro do monte Athos, Paissii Hilendarski. Em meados do século XIX vieram a lume muitas publicações didáticas e de conteúdo nacionalista, bem como de poesia.

No início do século XX formou-se uma nova geração de escritores atraídos pela cultura ocidental, que buscaram romper os rigorosos modelos nacionalistas das gerações anteriores: Pentcho Slavekhov, Perio Khavorov e Petko Todorov. A partir da primeira guerra mundial, com a diversificação das escolas e a multiplicação dos autores, teve realce a ideologia revolucionária, tanto na poesia como na prosa. O advento do realismo socialista não foi, assim, tão traumático na Bulgária como nos outros países do leste europeu.

Arte. Apesar da existência de vestígios artísticos dos antigos trácios, gregos e romanos, é lícito dizer que a arte búlgara propriamente dita tem raízes no primeiro estado búlgaro, a partir de fins do século VII. As principais construções da época foram igrejas, de estrutura basilical ou cruciforme. A influência bizantina aparece em mosaicos e em diversos elementos decorativos. O mosteiro de Rila, reconstruído no século XIX, representa bem as tendências artísticas que se sucederam no país ao longo de séculos.

Embora tenha seguido o modelo bizantino, a pintura búlgara logrou superar sua rigidez na escola de Turnovo, que floresceu sob o segundo império. O domínio turco interrompeu durante séculos a criatividade nas artes plásticas. No século XIX, a pintura desenvolveu-se sob influência crescente das escolas ocidentais, visto que alguns pintores estudaram em Viena, Paris ou Moscou. Na segunda metade do século XX impôs-se o realismo socialista, mas nem por isso deixou de manifestar-se o gosto tradicional pelas cores vivas e pela rica ornamentação.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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